Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Como se faz uma calúnia

Já se sabe que os partidos que deram origem ao Bloco de Esquerda fora edificados contra o PCP. E a principal característica de nascença de um partido, com dizem os cientistas políticos, nunca deixa de fazer parte da sua coluna vertebral.

Há poucos dias, Louçã veio criticar a entrada de capitais chineses na EDP afirmando que o seu partido não é contra a privatização por princípio e nem muda de opinião só por se tratarem de capitais chineses. A pergunta que se coloca é: quem é contra a privatização por princípio e mudou de opinião só por se tratarem de capitais chineses? Obviamente, que só pode ser o PCP. Para Além do BE, somente o PCP (e o seu parceiro de coligação PEV) são por princípio contra a privatização. E, além disso, o PCP tem antigas relações institucionais com o Partido Comunista Chinês (como têm com o cubano, ou o PCdB do governo Lula ou o KKE grego).

O que faltou dizer é o que leva a crer a Louçã que o PCP poderia ter mudado de opinião? Somente o seu preconceito anti-comunista. De fato, o PCP foi sempre conta a privatização e continua a sê-lo, independentemente da origem dos capitais. Por isso, Jorge Cadima veio hoje, com muito acerto, chamar os bois pelos nomes. Mas Louçã é dotado das piores qualidades de um bom político e sai pela lateral: vê na denuncia desta mentira preconceituosa contra o PCP, a defesa do regime chinês.

Os meus amigos da esquerda brasileira, do PCB e do PSOL, perguntam-me como é possível a esquerda portuguesa estar tão dividida. A resposta é simples: temos um Francisco Louçã.

Entretanto, um simples busca no google, mostra como os acólitos do bloco de esquerda se preocupam em difundir esta mentira sem sequer darem-se ao trabalho de ler o que escreveu Jorge Cordeiro. A citação feita pelo DN sobra e basta para fazer uma calúnia.

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15 de Novembro de 2010 - Posted by | Partidos, Portugal | , , ,

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