Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

12 de março

O impacto da musica dos Deolinda foi formidável. Um grupo informal da política portuguesa começou a organizar uma manifestação para o dia 12 de março. Mas de certo modo, este movimento começou por ser anti-político. Uma notícia publicada no i apresentava esta manifestação como uma manifestação contra a classe política. Ou o movimento não é o mesmo ou houve uma saudável mudança na discussão.

Com deixei escrito num post anterior, discutir a competência dos políticos é uma boa forma de não debater as políticas. Substituir um político por outro, e depois por outro e voltar a debater a competência de cada um deles é uma boa ocupação para quem não quer discutir a política que eles põem em prática. Qualquer movimento deste tipo, sempre saudável, tornar-se-á, não obstante, pernicioso se não saltar daquilo que Gramsci chamou de pequena política para a grande política. Se não deixar de discutir que deve ir ao volante do automóvel para pensar para onde o automóvel deve ir.

Pena que os partidos que podiam ajudar estes movimentos a encontrar o seu caminho, portam-se mal. Enquanto um olha com desconfiança para este processo, outro tenta fazer sucesso em cima do trabalho dos outros. Militantes do PCP se espantam com o comprimento dos nomes de seus promotores. O BE, depois de ter dito que moções de censura nesta época não teria qualquer utilidade prática, demorou dois dias a mudar de opinião. Certamente para se colocar como o porta-voz destes grupos. O “agregador de descontentes” não passa dum um outro nome para “aproveitador do trabalho dos outros”.

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14 de Fevereiro de 2011 - Posted by | Partidos, Portugal, Sociedade portuguesa | ,

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