Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

EUA nos G20

Esta reunião do G20 mostrou uma mudança muito importante na estratégia do Obama. Os Estados Unidos começaram por tentar convencer a Alemanha e a UE a avançarem com uma abordagem keynesiana da crise. À Alemanha isso pouco interessou: sempre que um país do sul da Europa entra em crise, o euro desvaloriza e as exportações alemãs aumentam (ver aqui também). Assim que a solução pautada pelo keynesianismo americano foi unilateral: imprimir dólares. Mas a política monetária da China, o vínculo do yuan ao dólar, absorveu grande parte das medidas. (Toda esta análise eu já fiz aqui).

Agora a abordagem é cheia de pezinhos de lã. Esta reunião do G20 pretende impor uma orientação política à economia mundial, através de métodos subtis. Criar um conjunto de indicadores que avalie a eficácia da política dos países. Embora os indicadores não gerem compromissos políticos, ordenam os países entre bons, feios e maus. E ninguém quer ficar na mal no retracto.

Não obstante, parece que nem assim Obama conseguiu levar água ao seu moinho: pelo que leio aqui e aqui, nem a taxa de cambio nem as reservas de capital em moeda estrangeira contarão entre os indicadores. Estamos cada vez mais longe de uma solução global para a crise e que recai, cada vez mais, sobre os estados nacionais. Aliás note-se que, desde a derrota de Obama há cerca de um ano, as propostas que ele leva ao G20 são cada vez menos globais e mais voltadas para o seu país.

Por fim, uma nota: a França toma as posições mais interessantes, mas não conta para o “totobola”.

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19 de Fevereiro de 2011 - Posted by | Economia, Mundo | , , , , ,

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