Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Moção de desconfiança

A moção de censura do BE vem numa altura complexa: deve ser votada em dias próximos do anuncio da necessidade de Portugal recorrer ao FMI. Sabe-se que o PSD já disse que não votará favoravelmente à complexa moção do Bloco (negada, apresentada, inviabilizada, justificada e quase esquecida). Mas o recurso ao FMI poderá alterar as coisas. Noticiam-se alguns movimentos de bastidores do PSD, aqui e aqui, com o objectivo de fazer cair o governo.

De todos os modos, o governo está por um fio. Mas o PSD ainda parece não ter obtido a confiança da elite económica portuguesa. Daí que o timing da moção do Bloco coloque Passos Coelho numa situação difícil. Ou perde a oportunidade de provocar uma queda do governo aquando do recurso de Portugal ao FMI. Ou arrisca-se a uma eleição num momento em que nem todas as cartas estão marcadas. O PSD deve estar em suspense à espera dos resultados da reunião de Sócrates com Merkel… E suspirará de alivio se o recurso ao FMI for só para daqui a seis meses.

Post script: Já depois de ter publicado o post encontrei algumas entrevistas de Ricardo Salgado, presidente do BES, aqui, aqui e aqui, e outra de Fernado Ulrich, presidente do BPI, aqui, feitas numa conferência organizada pela Reuters e pela TSF. Pensando em outra conferencia, aquela organizada pelo DN, CEDES e CGD, parece que a direita portuguesa está dividida. O primeiro grupo sustém Sócrates e não quer cá o FMI; o segundo anseia pelo FMI e incita Passos Coelho a preparar-se para o governo. O que distingue estes dois grupos?

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1 de Março de 2011 - Posted by | Partidos, Portugal | , , , , ,

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