Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

A banca ligada às máquinas

Entretanto calaram-se: o resgate de 12 mil milhões de euros para a banca (que dava para comprar 6 vezes o BCP) deixou de ser notícia. Passou a ser a transferência do fundo de pensões da banca para o Estado. Não creio que se trate de uma negociata, de tirar um passivo (um dívida) das costas da banca. Ao contrario do meu partido, até ver, não creio que foi um bom negócio para a banca. Nesta crise financeira, os credores são os fundos de pensões e os devedores os bancos (ver a parte final desta notícia). A banca cedeu os seus ativos ao Estado para que este antecipasse o pagamento das dívidas. Com essa injeção de liquidez, ela evita ou retarda uma nacionalização que decorreria da utilização daqueles 12 mil milhões de euros.

Esta operação trata-se de um pouco mais de soro num paciente que é extremamente dependente do moribundo sector da construção civil. Trata-se de manter o sector bancário português vivo enquanto ele encontra o novo parceiro que lhe foi destinado: o sector das exportações. Um miúdo que, com Passos Coelho, vestiu as calças do pai e quer ser homem. (Tratei deste assunto em vários post deste blog. Aqui e aqui os dois últimos textos).

Não obstante, parece-me um esforço inglório. Como antecipou um Nobel da Economia, e provou a Islândia, deixar falir a banca privada e apostar na banca do Estado é a solução mais barata e rápida para sair da crise.

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13 de Dezembro de 2011 - Posted by | Economia, Portugal | , , ,

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