Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Patronato paga à UGT

Em Portugal há duas centrais sindicais. Uma mais “central” que outra. A UGT, como se sabe, está muito apoiada no sector bancário e dos seguros. Durante o Verão Quente de 1975, uma aliança entre o PS e o MRPP disputou o sindicato dos bancários de Lisboa e, tirando partido das tensões entre o sindicato e o Ministério do Trabalho (então a cargo de um membro do PCP), afastou-o do processo de construção da Intersindical, atual CGTP. Os sindicatos de bancários foram o trampolim para a criação da UGT que, em qualquer outro sector, apenas representa uns quantos militantes empedernimos do PS e PSD.

A UGT assinou, há algumas semanas, o Acordo de Concertação Social, uma decisão que será aplicada a todos os trabalhadores, mesmo àqueles que a UGT não representa. Mas, mais grave, aqueles que a UGT representa não serão abrangidos pelas medidas mais duras impostas por este acordo. O banco de horas aplica-se mal ao sector terciário, como afirma Helena Garrido. A perda de 3 dias de férias não se aplica ao sector bancário, nem a perda do subsídio de férias e de natal. E o único banco que retirou tais subsídios aos seus trabalhadores, a CGD, já estuda medidas para os compensar.

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25 de Janeiro de 2012 - Posted by | Economia, Portugal | , ,

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