Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Crise económica – conjuntura 2012

A evolução da economia mundial termina agora um ciclo que começou em 1935, como reposta à crise de 1929. A política keynesiana foi capaz de gerar um crescimento económico sem precedentes até a década de 1970. A partir daí deu lugar a um keynesianismo degenerado que reduziu a economia portuguesa a três sectores: construção civil, função pública e pequeno comércio. O primeiro deles funcionou como motor da economia até 2007. Mas a crise económica de 2008 fê-lo perder completamente a sua força social e política.

A política do período que vai do final de 2010 até Fevereiro de 2012 pode bem explicar-se como uma briga entre dois sectores. De um lado, a banca nacional, extremamente dependente da sua ligação à construção civil e por isso defensora acérrima do modelo económico que Portugal segue há mais de 30 anos. Do outro lado, os exportadores que, a partir de 2005, vêm em franco crescimento económico e de protagonismo político. Em 2011, a pressão da Comissão Europeia levou a que os segundos alcançassem o poder.

Março de 2012 foi um mês difícil para este novo modelo. Os limites de um desenvolvimento económico de Portugal baseado nas exportações ficaram bastante claros. Nesta situação falta uma terceira alternativa a um modelo esgotado e um modelo que teima em não dar resultados. Creio que a solução seria expandir o sector empresarial do Estado para a indústria, criando assim um terceiro sector capaz de retirar Portugal da crise. Mas isso implica surgimento de condições políticas muito peculiares e cuja possibilidade de surgirem será tratado num trabalho a divulgar em breve.

Texto integral aqui.

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16 de Abril de 2012 - Posted by | Economia, Partidos, Portugal | ,

1 Comentário

  1. Ma a construcao civil esteve perdida no inicio da decada de 80 (seculo passado), com o entao extravagante Mario Soares no poder (PM). Com a injecao de euro-ajudas e a chegada do Cavaco o Pais recuperou-se. Depois e que os boys comecaram a ser muitos e abotoarem-se c/ situacoes favoraveis mais “repartimento” c/ outros boys das constutoras sobretudo, e o Pais ja nao conseguiu evitar a masterderrapagem – que a conjuntura ocidental piorou tambem, devido sobretudo a inundacao magistral de produtos baratos chineses; foi uma faca de dois gumes, bom p/ quem precisa de pecas e produtos p/ vender mas mau p/ quem tambem produz dessas mesmas coisas aqui no ocidente. Os bancos tambem ameacaram diluir-se, devido a gula dos chefes c/ os bonus milionarios; e p/ cumulo chegaram as agencias de rating p/ “matar” os pequenos.

    Comentar por Color | 29 de Abril de 2012


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