Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

O fracasso alemão

Em junho de 2010, a dupla Merkel/Barroso chocaram com Obama para impor uma solução para a crise. A Europa e os EUA não poderiam seguir sendo os grandes consumidores mundiais; teriam de passar o testemunho aos países aos países emergentes ou, pelo menos, dividir com eles essa função. Por outras palavras, se o crescimento económico mundial exige aumento do consumo mundial, esse aumento do consumo não poderia mais dever-se, como se deve desde a década de 1980, ao endividamento dos Estados e das famílias do europeus e dos EUA. Teria que sustentar-se no surgimento de uma classe média nos países de médio desenvolvimento.

Os EUA continuaram a sua política. O Estado norte-americano continuou a endividar-se para manter a economia em crescimento enquanto o sector privado resolve o problema da sua dívida. Na Europa, a Alemanha impôs um caminho de tentativa de resolução rápida da dívida pública. Os países de médio desenvolvimento trataram de estimular o consumo interno. Aplicaram a receita usual: criar empregos nas obras públicas (ver aqui também). O Brasil contou ainda com os efeitos do bolsa família que, de facto, garantiu os consumidores que permitiram as empresas brasileiras fazer face à crise.

Mas resultados recentes colocam problemas ao modelo alemão. A China e o Brasil já não crescem há 8 meses. Há um ano, a ascensão da classe média nos BRICs surpreendia todo mundo; Merkel avançou com a sua proposta. Um ano volvida, a estagnação da classe média nos BRICs volta a surpreender todo o mundo. Desta vez pela negativa.

(E as derrotas da Alemanha já são duas:

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3 de Julho de 2012 - Posted by | Europa, Mundo | , , ,

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