Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Sobre o congresso das “esquerdas”

Não posso comentar o que penso acerca da entrevista que Carvalho da Silva deu na terceira-feira passada ao Sol sem pensá-la num quadro mais amplo: o mapa ou, mais exactamente, o campo das esquerdas. Ela enfrenta dois problemas genéricos:

1. Primeiro problema. A primeira tarefa da esquerda é, obviamente, o combate a uma política capitalista que tudo faz para aumentar o lucro à custa do trabalho. Mais complexo do que isto, trata-se de encontrar o justo equilíbrio entre o necessário e a disponibilidade moral das massas. Neste caso a referência tem sido a CGTP. Protagonista da maior parte das iniciativas de massas, parece-me ter sabido equilibrar o discurso com a disponibilidade moral das massas. A greve geral de março passado surpreendeu-me: o impacto foi maior do que eu esperava!

2. Segundo problema. Por outro lado, existe cada vez menos disponibilidade moral das massas para lutar contra as medidas de austeridade. Quem faz alguma coisa de prático tem sido obrigado a recuar nas suas propostas. Assim é alvo de duas crítica:

  • A crítica esquerdista, que imagina que as massas deixam de lutar porque somente lutarão com um discurso radical de esquerda. Isto é, acreditam que o recuo é dos dirigentes (e, por isso, as massas os abandonaram) e nunca das massas mesmo. Caiem no erro de discutir quem é mais de esquerda quando as massas lhes fogem pela direita.
  • A segunda crítica é a oportunista – da esquerda que já adotou a prática da política burguesa. Quando as coisas correm mal refunda-se algo igual. Eis o que é o congresso das esquerdas de Rui Tavares, Carvalho da Silva e Boaventura Sousa Santos.

É verdade que o PCTP/MRPP é o maior esquerdista da actualidade. E o mais importante construtor da luta tem sido a CGTP. À direita da esquerda, entre os oportunistas, temos tido Boaventura Sousa Santos e seus aios. Não obstante, não simplifiquemos as coisas. O PCP, em especial as suas bases, têm atuado como esquerdistas em relação ao movimento dos Indignados cujos dirigentes, por sua vez, agem de forma oportunista com a CGTP. Quando uma organização de esquerda toma a dianteira, as outras assumem posições esquerdistas ou oportunistas* em relação ao seu trabalho… que, pela necessidade de envolver-se com as massas, está quase sempre certo!

De todos os modos, o mais importante é que nem esquerdistas, nem oportunistas (a direita da esquerda), nem os “centristas” da esquerda se preocupam em entender a razão pela qual, atualmente, as massas lhe fogem a todos pela direita.

3. Argumento. A análise da disposição moral das massas tem sido feita neste blog com muito cuidado. Tenho dito que, apesar das massas poderem discordar das medidas concretas do governo, concordam na generalidade com a política de austeridade. Isto deve-se ao facto de eles tomarem como causa da crise o abuso do poder no Estado e não a dinâmica da economia capitalistas. Nesse sentido, defendem uma menor intervenção do Estado na economia quando a solução para a crise é precisamente o inverso.

Ora, é neste ponto que o Congresso das Esquerdas falha. Como já disse aqui, ao buscar um programa mínimo consensual, reproduz todos os preconceitos acerca da corrupção, do abuso do Estado e da moral dos políticos. Isto é, reproduzem tudo aquilo que leva os portugueses a concordar com o “emagrecimento do Estado” e a votar à direita.

– – – – –

* Quero ser rigoroso na definição de oportunismo de esquerda. Trata-se da pretensão manifesta de “refundar” um movimento, sem novidades claras ou significativas. Até porque, quando se colocam em jogo novidades significativas, não se trata mais de uma refundação, mas de um movimento novo. (O movimento indigenista, na América Latina, derivou do movimento camponês. Mas não refundou aquele: surgiu como novo ao lado dele). Deste modo, a única coisa que se pretende mudar nestas refundações – autênticos giros de 360º – é substituir os que assumem a direção formal ou, mais das vezes, informal/moral do movimento.

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13 de Julho de 2012 - Posted by | Ideologia, Sociedade portuguesa | ,

7 comentários

  1. Bom dia José.

    “Quem não aprende com a hístoria, arisca-se a repeti-la.”

    Inicio esta minha breve intervenção com uma máxima popular, para reforçar que estas tendências liberais, ou como mais contemporaneamente são conhecidas de “NeoLiberalismo”,
    Tem na historia períodos negros, socialmente falando.

    Em que estado ficou socialmente a Inglaterra apos vários anos de governo neo liberal da senhora “Margareth Thatcher”.

    Não me parece um modelo a seguir. É importante não esquecer as lições que a hístoria recente nos dá.

    João Henrique.

    Comentar por João Henrique | 13 de Julho de 2012

    • Olá João Henrique

      Sem dúvida. Embora eu fique confuso: ou o seu comentário não tem muito a ver com o meu texto; ou o meu texto foi pouco claro; ou eu não consegui entender o seu comentário.

      O cerne do meu argumento é que há 4 milhões e meio (quase) de pessoas que votam PS-PSD-CDS. Enquanto somente 800 mil a um milhão votam CDU-BE. Há, obviamente mais cerca de dois milhões e meio de abstencionistas. Mandar estudar história à seis milhões de pessoas é mais difícil, creio eu, que realizar o socialismo.

      Assim, a estratégia da esquerda não é apenas combater a direita ou, mais exatamente, o capitalismo. (Ou ainda, de forma imediata, o crescimento do lucro à custa dos salários – seja através da redução efetiva de salários; seja através da cobrança de impostos às famílias para dar à banca).

      Deve ser também estratégia da esquerda fazer com que as pessoas entendam que a política de direita vai pelo caminho errado. É certo: a esquerda têm-lo dito. O problema é que o diz de uma forma que não encaixa no modo como as pessoas comuns olham para a política e, portanto, entra por um ouvido e sai por outro.

      Na minha análise, que já vem desde 6 de março de 2011 e vem sendo verificada pela dinâmica dos Indignados e até da CGTP, o discurso de cada grupo é uma mistura diferente de duas ideias. Uma, a que chamo moralista, que acha que a culpa da crise vem da corrupção. Outra, é a marxista, em que a causa da crise é a dinâmica do capital. Obviamente, a segunda é a mais difícil de passar. Mas a primeira é perniciosa. Já ouvi defender que o SNS têm de ser privatizados mesmo porque são um sorvedouro de dinheiros público. A maioria fala nas PPPs – o que é bom. Mas aceitam que os cortes são inevitáveis e, por isso, quando não conseguem cortar nas PPPs, acabam cortando no salários. Isto é visto com naturalidade.

      Daí que eu defenda que a esquerda deve fazer um ataque cerrado à ideia que a causa da crise é a corrupção. É claro que há corrupção. Mas fazer da corrupção o principal problema de Portugal é dar votos à direita. Por isso critico o Congresso das Esquerdas, para quem a crise é resultado de “desprezo pela coisa pública”.

      Abraço.

      Comentar por Jose Ferreira | 13 de Julho de 2012

      • Não me atrevo a dizer que a corrupção é algo que resulta apenas do regime capitalista (nem o texto o diz), mas é algo que para além da análise detalhada das contradições do Capitalismo ( feita por marxistas) merece de facto uma certa atenção tendo em conta que o que falha em regimes (de ordem diversa) e que é a sucessiva delegação – por parte do povo – de capacidade de intervenção pública, ou seja a retração da participação popular. Simplificando: quantas vezes se conta na História Universal a mobilização de massas para derrubar regimes seguida do afastamento das mesmas massas- por dirigentes-líderes-aparelhos para consolidar novos regimes? Portanto é importante aperfeiçoar os regimes contemporâneos exatamente onde deixam de trabalhar para a integração política crescente, contínua, das populações, que pode ser medida com recurso à variável “Participação Política”( que abrange muito mais que o ato de votar). Ao mesmo tempo interpreto que: quando um marxista ataca a ideia da mão invisível, é exatamente por perceber que a ideia de Livre Mercado é contrária à natureza humana (pelo menos aos humanóides do lucro ) pois o “Mercado”- como ideal – é sempre vitimado pela especulação excessiva – real e cíclica- , pela irracionalidade do lucro sem outro fim que não seja o próprio lucro e pelo impulso incontrolável daquele que se assume como capitalista para somar lucro ao lucro, corrompendo todo o jogo que defende para atingir o fim ( e normalmente defendem-se certos capitalistas afirmando que o que existe como regime capitalista não o é de facto sendo sim corporativismo, uma tentativa de buscar a legitimidade perdida ou que nunca existiu, mas reconhecendo a ilegitimidade dos regimes capitalistas atuais). Acredito ser lógico que no momento de preparação ou realização de um ato de corrupção, bandeirolas futebolísticas ou divinas até, sejam acenadas para desviar a atenção do grosso da população. Mas a corrupção não será exatamente a grande ferramenta de deturpação de legitimidade ou de consolidação de um sistema de exploração do outro em benefício dos outros? Não será ela o foco do próprio marxista quando este chama atenção para a fórmula histórica aplicada para a criação de classes dominantes?

        O perigo do jogo é continuar a recorrer-se ao Esquerdómetro, como quem no seio de uma batalha em que se perde, opta por discutir encolhido na trincheira se é mais importante a infantaria,ou a cavalaria, ou a artilharia …. correndo o risco de se chegar ao fim da batalha com uma derrota e nenhuma escolha feita.

        O foco do possível vértice concordo ser a interpretação da vontade das massas, da “indisciplina ideológica” das mesmas, mas esse é um confronto travado no campo da criação de consciência política, ou seja: da comunicação em massa. Onde é formada e como é formada a opinião ? Qual a gravidade do desequilíbrio entre os meios disponíveis à direita e à esquerda?

        Comentar por rui | 14 de Julho de 2012

    • Olá Rui

      De facto, fazes bem em distinguir corrupção de capitalismo. Não são fenómenos da mesma ordem e o marxismo não tem uma resposta clara ao primeiro. Mas o teu comentário fica algo confuso – perdoa a crítica – por os misturar nos argumentos. Assim, algumas coisas:

      1. Se capitalismo e corrupção não é a mesma coisa, esta é um rebento daquele. A ideia de corrupção implica a separação do Estado e do mercado. Essa separação nunca existiu totalmente, mas começou a surgir com o capitalismo ou, mais exatamente, com a luta entre burgueses e aristocratas. A defesa de um mercado distinto do Estado era também a defesa, por parte dos burgueses, da autonomia dos seus negócios frente ao rei, que sempre se tentava imiscuir neles. Desta luta de classes, saiu uma conceção ideológica concreta: a ideia que o Estado e o mercado são coisas distintas. Ela é somente verdadeira na medida em que o Estado está permanentemente a tomar medidas para que o mercado “funcione” sozinho. Mas a própria necessidade permanente de tomar tais medidas mostra que é uma ideia falsa.

      Podia dar-te uns quantos textos que provam isto – a maioria ainda não li. Garcia-Parpet, “A construção do mercado perfeito”; Hirschman, “Paixões e interesses”; Ha-Joon Chang, “Chutando a escada”; Cardoso & Lains, “Paying for the Liberal State”; Costa e outros, “Os donos de Portugal” (embora este peque por achar que isso só se passa em Portugal); etc. etc. etc.

      Mas valia a pena fazer a história da ENOP, uma empresa de sucesso portuguesa, construída com apoio do Estado. As isto vale opor todas as PPPs! Ambas tiveram apoio do Estado, mas só a primeira teve sucesso. O que dizia Freud da histeria, podemos dizer nós a corrupção: assim como não sabemos muito bem onde termina a mente saudável e começa a histeria, tampouco sabemos onde termina a boa governança e começa a corrupção.

      2. Do marxismo o teu texto sugere duas coisas. Primeiro tu exiges, acertadamente, que se determine claramente o que é o marxismo de Marx: uma análise das causas das crises e uma proposta de solução. Para haver lucro tem de haver sempre crescimento económico. E o mundo é duplamente finito: em termos de mercado e em termos de recursos. Parece incrível, mas do ponto de vista do capital, o carácter finito dos recursos é perfeitamente aceitável, na medida em que é transposto com aumento de preços das matérias primas. (Isto leva a uma discussão da guerra sobre petróleo que não tem a ver com o petróleo em si, como eu disse aqui). Quando começa a haver mais produção que consumidores, como recentemente houve em Portugal com o mercado imobiliário, o capitalismo entra em crise.

      Para Marx, a única forma de sair disto é a economia planificada. Lenine, com o NEP, corrigiu Marx: a economia predominantemente planificada que comporte, nas suas margens, uma economia do tipo capitalista.

      2a) A segunda sugestão do teu texto, mais complexa, é acerca da relação entre socialismo e democracia. Se me perguntaram porque o socialismo soviético foi tão violento a minha resposta imediata é a seguinte: Porque a violência foi sempre parte da política até ao final da II Guerra Mundial. O resultado desta guerra foi de tal modo traumático que a paz tornou-se um valor muito forte das sociedades europeias pós-1945. Na URSS, as estruturas militares, confundidas com o Estado e o partido, conservaram o clima violento da I Guerra Mundial.

      Nisso concordo com Žižek. Separar o socialismo da violência é algo novo, sem soluções prontas, que os comunistas irão enfrentar se algum dia voltarem ao poder. O que creio que está para breve – ou já está a acontecer mesmo na América Latina. Não obstante, temos de enfrentar dois problemas para pensar esta questão (um social; outro ideológico).

      – A violência aumenta sempre com a perceção da desigualdade. Ninguém maltrata o seu semelhante. Mas quando começamos a perceber que uns são mais iguais que outros, começamos a agir de modo diferente. (O sociólogo Nobert Elias tem um livro fabuloso sobre o avanço do nazismo a partir do modo como as pessoas valorizavam ou desvalorizavam hierarquias). Portanto, colocar a luta de classes na ordem do dia – e é a crise que a está a colocar – vai trazer de novo a violência. Fascista ou socialista é a pergunta do momento e depende da capacidade da esquerda liderar o processo. O caminho desorganizado é o caminho do fascismo.

      – Por outro lado, a democracia é o centro da ideologia capitalista atual. “A democracia é o pior sistema, excluindo todos os outros” disse Churchill. Alan Badiou e Žižek têm insistido que é esta ideia de que as coisas estão mal mas não podiam ser melhores que tem garantido, ideologicamente, a sobrevivência do capitalismo. Portanto, não temos feito mais que dar a outra face. É preciso levar isto a sério e entender que os mineiros das Astúrias não estão loucos quando dizem: “regressaremos com dinamite”.

      3. Finalmente, é possível uma análise marxista da corrupção? Eu creio que sim, ainda que isso implique uma torção do marxismo. Mas a primeira coisa que devemos assinalar é que ela não se deu em todo lado. Dá-se nos jobs-for-the-boys, cujo diagnóstico vem desde 1919. Deu-se na construção civil e, em particular, na classificação de terrenos. E deu-se um pouco por todo lado mas com menos consequências.

      Daí o combate à corrupção passa por duas coisas. Em primeiro lugar, não confundir casos de polícia com casos de política. Os políticos devem detetar onde o sistema judicial falha e corrigi-lo. Não exigir o que deve exigir o sistema judicial: a prisão de fulano e sicrano. Só assim, aos poucos, podemos mudar o sistema. Fazer o contrário é tornar fulano e sicrano bodes expiatórios do sistema.

      Por outro lado, é preciso entender porque a corrupção se concentra nos jobs-for-the-boys e na construção civil. Quanto ao primeiro, já disse que foi explicado em 1919 e está aqui um resumo meu. Já o segundo ainda há muito trabalho a fazer. Estarei a jogar a bola para a frente como “estude-se o caso”? Não! Se queremos mudar o sistema temos de saber o que é o sistema, quais são as suas partes e como elas funcionam. Por vezes dizemos “sistema” porque não sabemos muito bem o que se passa.

      Abraço.

      Comentar por Jose Ferreira | 14 de Julho de 2012

  2. Se fiquei com algumas dúvidas enquanto lia o post, desapareceram quase todas na leitura do comentário resposta.
    Obrigada!

    Comentar por Maria João Brito de Sousa | 14 de Julho de 2012

  3. Todas as críticas são bem vindas. Não me acho nem acredito em donos da verdade. Apenas exponho o meu raciocínio com a liberdade que acho que devo ter para o fazer. Tenho que corrigir esta minha frase: “Mas a corrupção não será exatamente a grande ferramenta de deturpação de legitimidade ou de consolidação de um sistema de exploração do outro em benefício dos outros?” Queria dizer : exploração de outros para benefício de “um-outro”.
    – A corrupção atual é fruto do governo atual, do regime atual, e da força imperial atual (não é uma metáfora, o conceito está vivo). O que digo é que é preciso dar muita atenção ao facto que pela corrupção regimes diversos,( antigos, medievais, modernos, pós-modernos) se contradizem e cavam a sua própria sepultura. Partindo já do princípio que agora ninguém salta da cadeira quando me expresso como alguém a procurar algo que está para além da Democracia, ou da Democracia Capitalista ( o que normalmente é interpretado como a defesa de regimes autoritários e confesso que não sei onde se interpreta que pedir algo melhor que X … acaba por ser pedir menos de X.Sobretudo quando o que se procura é eternamente do melhor de X :manter ,e das suas fraquezas ou defeitos criar um X acrescido de algo melhor que será Y e assim que se perceber o que correu mal em Y criar Z e isto num alfabeto infinito). A corrupção deverá ser o maior desafio de quem já está a esboçar o regime Y, (e não daquele que apenas quer continuar a polir o velho X e dar brilho ao regime clássico).
    -Quem quer participar na construção de um novo regime naturalmente melhor que o que temos tem que friamente dedicar-se à vacina anti-corrupção. O que digo é que a melhor garantia de que o trabalho não fica a meio quando for iniciado é transparentemente mostrar o trabalho e com abertura para ideias e métodos diferentes. Algo como trabalhar num edifício aberto e vidrado, sem esconder métodos, decisões, escolhas, dilemas.
    Para que isso corra bem é necessário: instrução, formação de pessoas com uma base alargada de conhecimento partilhado de forma igualitária. Isto sintetizando a realidade que vivemos com os “pés fincados na terra” , na realidade de agora, sociedade de agora e mentalidade de agora. Esperto ter sido claro desta vez.
    – Sobre a questão do Estado falaremos em outra altura.

    Comentar por rui | 15 de Julho de 2012

  4. Corrigindo o meu texto: “Ao mesmo tempo interpreto que: quando um marxista ataca a ideia da mão invisível, é exatamente por perceber que a ideia de Livre Mercado é contrária à natureza humana (pelo menos aos humanóides do lucro ) pois o “Mercado”- como ideal – é sempre vitimado pela especulação excessiva – real e cíclica-“” Onde se lê: “…pelo menos aos humanoides..” deve se ler : exceptuando aos humanóides do lucro

    E o objectivo é reforçar que Mercado tal como se defende hoje e se utiliza em linguagem política, não passa de uma ideia defendida por alguns, muito argumentada, blindada por batalhões de cálculos , relatórios, estudos dados e teses e que se aproxima tanto da ideia de verdade como se consegue afastar de crises (ou seja, não o é; não o faz).

    Desmontando a palavra Democracia ,,, em quantas línguas diferentes e épocas diferentes, latitudes e longitudes diferentes se encontrará a ideia de que um governo justo é aquele no qual as pessoas (povo) sentem que a decisões tomadas são para o seu bem-estar e não para a sua exploração? Quantas vezes cairam os ditos “justos” quando se afastaram da governação justa e é desmascarada a sua fórmula de exploração.

    Sobre corrupção e história, no seio de cortes e muito antes de burgueses formarem o seu regime (pensando se este fenómeno de reconfiguração de poder terá sido ou não universal), não podemos falar de corrupão quando monarcas se matam entre si procurando (por métodos pré-democráticos) influenciar o Poder (com ou sem o monarca regente)? Na sociedade pré-capitalista não terá sido praticada a corrupção do poder político?

    Comentar por rui | 15 de Julho de 2012


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