Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Maldade jornalística

Depois de ter visto a entrevista que Zita Seabra deu a Mário Crespo achei que tinha dito, no Facebook, tudo o que tinha a dizer.

  1. Mário Crespo, recuperando uma história da década de 1980, insinuou o que ares condicionados produzido pela FNAC – cooperativa do PCP com apoio da RDA – eram usados para espiar o governo português.
  2. Zita Seabra foi membro da Comissão Política do Comité Central. Portanto, ela sabe se as insinuações de Mário Crespo têm fundamento ou não.
  3. Zita Seabra tem, de há vários anos para cá, demonstrado que, para denegrir a imagem do PCP, não olha a meios. Portanto, se a insinuação tivesse fundamento, Zita Seabra não pestanejava para confirmá-la.
  4. Assim, apenas resta uma conclusão: Zita Seabra não estava disposta a desmentir a insinuação de Mário Crespo, pois isso seria defender o PCP.

Não haveria mais nada a dizer se a SIC, a TVI, o DN e o Público não tivessem ignorado a brincadeira de mau gosto de Mário Crespo e afirmado que foi a própria Zita Seabra quem levantou as suspeitas de espionagem. O jornalismo português mostra assim o seu caráter ideológico. Se a lei os obriga a falar do PCP, pelo menos que se fale mal dele.

Resta lembrar, como lembra o 5 dias:

  • Que a Procuradoria Geral da República deve investigar também o PSD, pois eram eles que estavam no governo quando os ares condicionados foram comprados.
  • Que estes fait divers não surgem num momento qualquer, mas como sempre nas vésperas do congresso do PCP (ver aqui também).
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10 de Agosto de 2012 - Posted by | Partidos, Portugal | , , , , ,

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