Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Sobre o amor fascista

“Na acepção de São Paulo, caridade é amor… A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos”

disse hoje Isabel Jonet ao jornal i.

O arquétipo do amor, para um fascista, é o amor (autoritário) do pai para um filho. Por isso, o fascista tem de passar um atestado de menoridade para amar. Jamais pode amar uma mulher de igual para igual. Só pode amar o inferior: o filho, a esposa, o pobre…

Para o comunista, o amor é aquele que um homem sente por uma mulher – horizontal. O comunista só pode amar quem quer a seu lado. E ao amar sente um louco de desejo de estar ao lado de quem ama. Jamais abaixo ou acima! Por isso Paulo Freire afirmava:

“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade”.

Anúncios

11 de Dezembro de 2012 - Posted by | Ideologia | , ,

Sorry, the comment form is closed at this time.

%d bloggers like this: