Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Poupar?! Não. Dar à banca.

Se alguém quiser explicar porque o Estado prevê não apenas cortar 4 mil milhões de euros em saúde, reformas e educação mas ainda dar uma machadada extra no salário dos funcionários públicos, não nos podemos em responder que se trata de equilibrar a contas públicas. Sobretudo quando o próprio relatório do FMI considera que a grande despesa do Estado são os juros da banca.  Tem de entender a lógica do programa político, económico e ideológico que está a ser imposto em Portugal pela mão de Passos e Portas, com ajuda da falsa oposição de Seguro.

A resposta deve ser encontrada em dois factos. Primeiro, na afirmação recente de António Borges segundo qual já basta de austeridade, agora é necessário crescimento. Mas, obviamente, não pode ser um crescimento qualquer. Tem de ser à medida de quem manda no governo, isto é, da banca (como, de resto, se vê na nomeação de um administrados do BPN para Secretário de Estado e outro para a CGD). Depois, na entrada do grupo Jerónimo Martins no setor da saúde privada (e a “capacidade” única de Soares dos Santos para promover os seus negócio através dos disparates que diz). Tudo indica que o governo se prepara para transformar direitos sociais – saúde e reformas – em negócios: em seguros e planos de poupança.

Mas obviamente, só pode fazê-lo desqualificando o Estado. E desqualificar o Estado passa por fazer dele o bode expiatório da crise, colocando todos os custos da crise nos funcionários públicos.

E isto é apenas a ponta do icebergue!!!

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5 de Fevereiro de 2013 - Posted by | Economia, Ideologia, Partidos | , , ,

1 Comentário

  1. Quem quer ter reforma… possivelmente fará bem se:

    1) Aumentar os níveis de poupança

    2) Encontrar pessoas que poupem

    3) Se essas pessoas com hábitos de poupança constituirem Fundos de Investimento que investam em Pequenas e Média Empresas que exportem

    4) Viver com os retornos desses fundos

    Se por acaso não está a fazer isto… tudo o resto que lhe disserem… possivelmente não fará sentido caso o objetivo seja viver os últimos anos de vida com dignidade…

    Nota:

    A) Disto TAMBÉM não percebo

    B) Engano-me

    C) Tenho dúvidas

    Comentar por kiitossakidila | 5 de Fevereiro de 2013


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