Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Os “independentes”

O João Vilela disse quase tudo o que havia para dizer. Quase todos os “independentes” vêm da área do PSD. Contra candidatos impostos pela direção nacional, os líderes locais candidataram-se em listas independentes. Assim foi claramente em Gaia! Mas também é assim no Porto, onde o sucessor designado de Rui Rio se candidatou para impedir a vitória do candidato oficial do PSD (aqui também). Logo, há uma coisa que deve ser notada: sem a participação de notáveis de um dos dois grandes partidos, as listas de “independentes” teriam sido inviáveis, ou teriam uma votação sem qualquer expressão. As listas “independentes” só contam para o totobola quando líderes partidários arrastam o seu séquito para elas. Os comentadores políticos que dizem o contrário não analisam; expressam desejos – o desejo proto-fascista de uma sociedade sem partidos.

Mas não se pode ignorar que há algo de novo na política portuguesa: expresso no crescimento das listas de independentes; expresso no crescimento da abstenção; expresso nos votos em branco e nulos, e no crescimento dos partidos pequenos; expresso no crescimento, em votos da CDU; etc. Há um declínio do centro; uma PASOKização do PSD e, embora menor porque não está no governo, do PS. Se estou certo, o BE que não desespere; para ser Syriza, necessita apenas que o PS seja governo. Aqui não haverá a criação de um partido de Esquerda Democrática que rache o PS em dois; assim como nestas eleições o PSD não deu lugar a um novo partido. Esse será o lugar das listas “independentes”: enquadrar legalmente as cisões dos dois maiores partidos portugueses.

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1 de Outubro de 2013 - Posted by | Partidos, Portugal | , , , ,

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