Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

Como não dar (ou ler) notícias

Por sorte tenho o mau hábito de ler a mesma notícia, quando me interessa, em vários jornais. E de tomar notas (PDF aqui). Por isso já não sou supreendido com a incompetência dos jornalistas que escrevem sem saber exatamente sobre o quê.

Hoje todo o mundo se espantou com o “estranho” presente dado por Evo Morales ao papa Francisco. Somente na Rádio Renascensa li uma explicação sobre o sucedido.

O crucifixo é uma réplica da cruz usada pelo padre Luis Espinal, um missionário espanhol que foi morto no Chile por paramilitares em 1980.

Em nenhum outro meio de comunicação social, mesmo de esquerda, que se diz crítica, pude ler qualquer referência a isto. Mas mesmo isto é insuficiente. Somente se entende o verdadeiro sentido do presente quando se lê, em outro lugar, que

Na Bolívia, por exemplo, prestará homenagem ao padre jesuíta Luís Espinal, morto pela ditadura boliviana da época em 1980. Antes, em maio, beatificara monsenhor Óscar Romero, o arcebispo de San Salvador, fuzilado quando celebrava missa também em 1980.

Se é certo que o Papa foi surpreendido pelo presente, e manifestou espontaneamente a sua estranheza, isso não é desculpa para que os jornalistas não investigem um pouquinho mais antes de desinformar os seus leitores. Já temos google.

Um interessante esclarecimento dos factos pode ser lido aqui.

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10 de Julho de 2015 - Posted by | Sem categoria

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