Fala Ferreira

Assim me saúdam os amigos de Guatemala.

A era do petróleo barato

Há 3 anos atrás era comum ouvir “a era do petróleo barato acabou”. A estratégia da Shell, elaborada em 2008 e revista apenas em 2016, assentava nisso. Durante as últimas duas semanas e meia dediquei-me a estudar a geopolítica do petróleo com vistas a um trabalho que não chegou a acontecer. Assim que resolvi partilhar aqui as conclusões preliminares.

A minha “investigação”, baseada em material que fui encontrando na internet, visava explicar dois momentos do preço internacional do barril de crude (ver gráfico abaixo). Primeiro, a ascensão dos preços entre 2002 e 2014; depois, a queda repentina entre agosto de 2014 e o momento atual. Esta queda é importante porque o aumento dos preços das commodities foi um dos processos por meio dos quais a riqueza se deslocou da Europa e EUA para os países de desenvolvimento médio como o Brasil. A sua inversão recente encerra uma tendência que ditou, durante 12 anos, os rumos da geopolítica mundial tão cheia de incógnitas agora (com Trump na Casa Branca e sem fatores econômicos nos quais assentar uma previsão).

oilprices

Inventariei quatro fatores para justificar a subida e mais quatro para explicar a queda. São eles: o aumento da demanda chinesa, o pico de Hubbert, a desvalorização do dolar e os conflitos no Oriente Médio (particularmente a guerra civil na Líbia) para a subida; e o abrandamento do crescimento chinês, o desenvolvimento de formas de produção não convencional de petróleo, a revalorização do dólar e a crise da OPEP para explicar a queda.

Estes fatores, mesmo que considerados em simultâneo, pareceram-me insuficientes. Uma resposta muito mais convincente – para justificar a subida e capaz de explicar a queda – encontrei-a no livro de Nizan e Bichler, The global politial economy os Israel (download gratuito no site dos autores). No capítulo 5, os autores argumentam que o preço do petróleo é historicamente determinado não tanto pelos conflitos no Oriente Médio, mas pelo temor dos investidores em relação à possibilidade do conflito, o que outros chamam de “prêmio de risco“. Os demais fatores serviram apenas para gerar, nos mercados financeiros, outros “prêmios” capazes de elevar o preço. Pelo menos é essa a perspetiva de Bridge e Wood acerca do efeito a teoria do pico de Hubbert: o que fez aumentar o preço do barril de petróleo não foi a escassez física das reservas predita pela teoria, mas a perspetiva dessa possibilidade nos mercados financeiros.

Se Nizan e Bichler têm razão e o “prêmio de risco”, decorrente da possibilidade de conflitos no Oriente Médio, que segue bem viva, foi o grande motor da alça de preços do petróleo, não apenas entre 2002 e 2014, mas desde 1973, então é muito fácil explicar a queda do preço que se seguiu a 2014. Foram “descobertas” grandes jazidas de petróleo no continente americano (Canadá, Venezuela e Brasil), cuja situação política não permite cobrar um “prêmio de risco”.

Para ser mais exato, é bom lembrar que essas reservas não foram verdadeiramente “descobertas”. No entanto,as novas jazidas só passaram a ser contabilizadas a partir do momento em que foi criada tecnologia capaz de extrair delas petróleo a um custo aceitável. Vale lembrar que, no caso do Canadá e da Venezuela, o petróleo não existe aprisionado em bolsões no subsolo, mas forma uma película em torno de areias desde a superfície até algumas centenas de metros de profundidade. A tecnologia para separar a areia do petróleo, em escala industrial, foi inventada no final da década de 1990. Já no caso do Brasil (e em outras áreas cuja exploração agora se inicia: Golfo do México e África Ocidental) os bolsões de petróleo se encontram a tão elevada profundidade que, até 2010, eram inalcançáveis. Essa profundidade varia entre 5 mil e 8 mil metros (1-2 mil metros de água e 4-6 mil metros de solo marinho).

Anúncios

10 de Fevereiro de 2017 - Posted by | Economia, Mundo | , ,

1 Comentário

  1. Boas reflexões. Já agora:

    [BUBBLE #4 $4 a Gallon

    By the beginning of 2008, the financial world was in turmoil. Wall Street had spent the past two and a half decades producing one scandal after another, which didn’t leave much to sell that wasn’t tainted. The terms junk bond, IPO, sub-prime mortgage and other once-hot financial fare were now firmly associated in the public’s mind with scams; the terms credit swaps and CDOs were about to join them. The credit markets were in crisis, and the mantra that had sustained the fantasy economy throughout the Bush years — the notion that housing prices never go down — was now a fully exploded myth, leaving the Street clamoring for a new bullshit paradigm to sling.

    Where to go? With the public reluctant to put money in anything that felt like a paper investment, the Street quietly moved the casino to the physical-commodities market — stuff you could touch: corn, coffee, cocoa, wheat and, above all, energy commodities, especially oil. In conjunction with a decline in the dollar, the credit crunch and the housing crash caused a “flight to commodities.” Oil futures in particular skyrocketed, as the price of a single barrel went from around $60 in the middle of 2007 to a high of $147 in the summer of 2008.

    That summer, as the presidential campaign heated up, the accepted explanation for why gasoline had hit $4.11 a gallon was that there was a problem with the world oil supply. In a classic example of how Republicans and Democrats respond to crises by engaging in fierce exchanges of moronic irrelevancies, John McCain insisted that ending the moratorium on offshore drilling would be “very helpful in the short term,” while Barack Obama in typical liberal-arts yuppie style argued that federal investment in hybrid cars was the way out.

    But it was all a lie. While the global supply of oil will eventually dry up, the short-term flow has actually been increasing. In the six months before prices spiked, according to the U.S. Energy Information Administration, the world oil supply rose from 85.24 million barrels a day to 85.72 million. Over the same period, world oil demand dropped from 86.82 million barrels a day to 86.07 million. Not only was the short-term supply of oil rising, the demand for it was falling — which, in classic economic terms, should have brought prices at the pump down.

    So what caused the huge spike in oil prices? Take a wild guess. Obviously Goldman had help — there were other players in the physical commodities market — but the root cause had almost everything to do with the behavior of a few powerful actors determined to turn the once-solid market into a speculative casino. Goldman did it by persuading pension funds and other large institutional investors to invest in oil futures — agreeing to buy oil at a certain price on a fixed date. The push transformed oil from a physical commodity, rigidly subject to supply and demand, into something to bet on, like a stock. Between 2003 and 2008, the amount of speculative money in commodities grew from $13 billion to $317 billion, an increase of 2,300 percent. By 2008, a barrel of oil was traded 27 times, on average, before it was actually delivered and consumed.

    As is so often the case, there had been a Depression-era law in place designed specifically to prevent this sort of thing. The commodities market was designed in large part to help farmers: A grower concerned about future price drops could enter into a contract to sell his corn at a certain price for delivery later on, which made him worry less about building up stores of his crop. When no one was buying corn, the farmer could sell to a middleman known as a “traditional speculator,” who would store the grain and sell it later, when demand returned. That way, someone was always there to buy from the farmer, even when the market temporarily had no need for his crops.

    In 1936, however, Congress recognized that there should never be more speculators in the market than real producers and consumers. If that happened, prices would be affected by something other than supply and demand, and price manipulations would ensue. A new law empowered the Commodity Futures Trading Commission — the very same body that would later try and fail to regulate credit swaps — to place limits on speculative trades in commodities. As a result of the CFTC’s oversight, peace and harmony reigned in the commodities markets for more than 50 years.

    All that changed in 1991 when, unbeknownst to almost everyone in the world, a Goldman-owned commodities-trading subsidiary called J. Aron wrote to the CFTC and made an unusual argument. Farmers with big stores of corn, Goldman argued, weren’t the only ones who needed to hedge their risk against future price drops — Wall Street dealers who made big bets on oil prices also needed to hedge their risk, because, well, they stood to lose a lot too.

    This was complete and utter crap — the 1936 law, remember, was specifically designed to maintain distinctions between people who were buying and selling real tangible stuff and people who were trading in paper alone. But the CFTC, amazingly, bought Goldman’s argument. It issued the bank a free pass, called the “Bona Fide Hedging” exemption, allowing Goldman’s subsidiary to call itself a physical hedger and escape virtually all limits placed on speculators. In the years that followed, the commission would quietly issue 14 similar exemptions to other companies.

    Now Goldman and other banks were free to drive more investors into the commodities markets, enabling speculators to place increasingly big bets. That 1991 letter from Goldman more or less directly led to the oil bubble in 2008, when the number of speculators in the market — driven there by fear of the falling dollar and the housing crash — finally overwhelmed the real physical suppliers and consumers. By 2008, at least three quarters of the activity on the commodity exchanges was speculative, according to a congressional staffer who studied the numbers — and that’s likely a conservative estimate. By the middle of last summer, despite rising supply and a drop in demand, we were paying $4 a gallon every time we pulled up to the pump.

    What is even more amazing is that the letter to Goldman, along with most of the other trading exemptions, was handed out more or less in secret. “I was the head of the division of trading and markets, and Brooksley Born was the chair of the CFTC,” says Greenberger, “and neither of us knew this letter was out there.” In fact, the letters only came to light by accident. Last year, a staffer for the House Energy and Commerce Committee just happened to be at a briefing when officials from the CFTC made an offhand reference to the exemptions.

    “I had been invited to a briefing the commission was holding on energy,” the staffer recounts. “And suddenly in the middle of it, they start saying, ‘Yeah, we’ve been issuing these letters for years now.’ I raised my hand and said, ‘Really? You issued a letter? Can I see it?’ And they were like, ‘Duh, duh.’ So we went back and forth, and finally they said, ‘We have to clear it with Goldman Sachs.’ I’m like, ‘What do you mean, you have to clear it with Goldman Sachs?'”

    The CFTC cited a rule that prohibited it from releasing any information about a company’s current position in the market. But the staffer’s request was about a letter that had been issued 17 years earlier. It no longer had anything to do with Goldman’s current position. What’s more, Section 7 of the 1936 commodities law gives Congress the right to any information it wants from the commission. Still, in a classic example of how complete Goldman’s capture of government is, the CFTC waited until it got clearance from the bank before it turned the letter over.

    Armed with the semi-secret government exemption, Goldman had become the chief designer of a giant commodities betting parlor. Its Goldman Sachs Commodities Index — which tracks the prices of 24 major commodities but is overwhelmingly weighted toward oil — became the place where pension funds and insurance companies and other institutional investors could make massive long-term bets on commodity prices. Which was all well and good, except for a couple of things. One was that index speculators are mostly “long only” bettors, who seldom if ever take short positions — meaning they only bet on prices to rise. While this kind of behavior is good for a stock market, it’s terrible for commodities, because it continually forces prices upward. “If index speculators took short positions as well as long ones, you’d see them pushing prices both up and down,” says Michael Masters, a hedge fund manager who has helped expose the role of investment banks in the manipulation of oil prices. “But they only push prices in one direction: up.”

    Complicating matters even further was the fact that Goldman itself was cheerleading with all its might for an increase in oil prices. In the beginning of 2008, Arjun Murti, a Goldman analyst, hailed as an “oracle of oil” by The New York Times, predicted a “super spike” in oil prices, forecasting a rise to $200 a barrel. At the time Goldman was heavily invested in oil through its commodities trading subsidiary, J. Aron; it also owned a stake in a major oil refinery in Kansas, where it warehoused the crude it bought and sold. Even though the supply of oil was keeping pace with demand, Murti continually warned of disruptions to the world oil supply, going so far as to broadcast the fact that he owned two hybrid cars. High prices, the bank insisted, were somehow the fault of the piggish American consumer; in 2005, Goldman analysts insisted that we wouldn’t know when oil prices would fall until we knew “when American consumers will stop buying gas-guzzling sport utility vehicles and instead seek fuel-efficient alternatives.”

    But it wasn’t the consumption of real oil that was driving up prices — it was the trade in paper oil. By the summer of 2008, in fact, commodities speculators had bought and stockpiled enough oil futures to fill 1.1 billion barrels of crude, which meant that speculators owned more future oil on paper than there was real, physical oil stored in all of the country’s commercial storage tanks and the Strategic Petroleum Reserve combined. It was a repeat of both the Internet craze and the housing bubble, when Wall Street jacked up present-day profits by selling suckers shares of a fictional fantasy future of endlessly rising prices.

    In what was by now a painfully familiar pattern, the oil-commodities melon hit the pavement hard in the summer of 2008, causing a massive loss of wealth; crude prices plunged from $147 to $33. Once again the big losers were ordinary people. The pensioners whose funds invested in this crap got massacred: CalPERS, the California Public Employees’ Retirement System, had $1.1 billion in commodities when the crash came. And the damage didn’t just come from oil. Soaring food prices driven by the commodities bubble led to catastrophes across the planet, forcing an estimated 100 million people into hunger and sparking food riots throughout the Third World.

    Now oil prices are rising again: They shot up 20 percent in the month of May and have nearly doubled so far this year. Once again, the problem is not supply or demand. “The highest supply of oil in the last 20 years is now,” says Rep. Bart Stupak, a Democrat from Michigan who serves on the House energy committee. “Demand is at a 10-year low. And yet prices are up.”

    Asked why politicians continue to harp on things like drilling or hybrid cars, when supply and demand have nothing to do with the high prices, Stupak shakes his head. “I think they just don’t understand the problem very well,” he says. “You can’t explain it in 30 seconds, so politicians ignore it.”] Source http://www.rollingstone.com/politics/news/the-great-american-bubble-machine-20100405

    [ BUBBLE # 4 $ 4 por galão

    B y o início de 2008, o mundo financeiro estava em tumulto. Wall Street tinha passado as últimas duas décadas e meia produção de um escândalo após o outro, que não deixe muito para vender que não foi contaminado. Os termos junk bond, IPO, sub-prime mortgage e outra tarifa financeira uma vez que-quente foram agora firmemente associado na mente do público com fraudes; os termos swaps de crédito e CDOs estavam prestes a se juntar a eles. Os mercados de crédito estavam em crise, e o mantra que tinha sustentado a economia fantasia ao longo dos anos Bush – a noção de que os preços da habitação nunca vão para baixo – era agora um mito totalmente explodiu, deixando a rua clamando por um novo paradigma besteira de estilingue.

    Onde ir? Com o público relutante em colocar dinheiro em qualquer coisa que se sentia como um investimento de papel, a rua em silêncio mudou o casino para o mercado físico-commodities – coisas que você poderia tocar: milho, café, cacau, trigo e, acima de tudo, commodities de energia, especialmente óleo. Em conjunto com a queda do dólar, a crise de crédito ea crise imobiliária provocou uma “fuga para a commodities.” futuros de petróleo, em particular, dispararam, como o preço de um único barril passou de cerca de US $ 60 em meados de 2007 para uma alta de US $ 147 no verão de 2008.

    Naquele verão, como a campanha presidencial esquentou, a explicação aceita para por gasolina havia atingido $ 4,11 por galão foi que havia um problema com o fornecimento mundial de petróleo. Em um exemplo clássico de como republicanos e democratas responder a crises envolvendo-se em acaloradas de irrelevâncias imbecil, John McCain insistiu que o fim da moratória sobre perfuração offshore seria “muito útil no curto prazo”, enquanto Barack Obama no típicos liberal-artes estilo yuppie argumentou que o investimento federal em carros híbridos era a saída.

    Mas era tudo uma mentira. Enquanto a oferta mundial de petróleo acabará por secar, o fluxo de curto prazo tem realmente vindo a aumentar. Nos seis meses antes que os preços cravado, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA, a oferta mundial de petróleo aumentou de 85,24 milhões de barris por dia para 85,72 milhões. Durante o mesmo período, a demanda mundial de petróleo caiu de 86,82 milhões de barris por dia para 86,07 milhões. Não só foi o fornecimento de curto prazo do petróleo subindo, a demanda por ele estava caindo – o que, em termos económicos clássicos, deveria ter trazido os preços na bomba para baixo.

    Então, o que fez com que o enorme aumento dos preços do petróleo? Adivinhe. Obviamente Goldman teve ajuda – havia outros jogadores no mercado de commodities física -, mas a causa raiz tinha quase tudo a ver com o comportamento de alguns atores poderosos determinados a transformar o mercado, uma vez-sólido em um cassino especulativo. Goldman fez isso por convencer os fundos de pensão e outros grandes investidores institucionais para investir em futuros de petróleo – acordo para comprar petróleo a um preço determinado em uma data fixa. O impulso transformou óleo de uma mercadoria física, rigidamente sujeitas a oferta e demanda, em algo para apostar em, como um estoque. Entre 2003 e 2008, a quantidade de dinheiro especulativo em commodities cresceu de US $ 13 bilhões a US $ 317 bilhões, um aumento de 2.300 por cento. Em 2008, um barril de petróleo foi negociado 27 vezes, em média, antes que ele foi efectivamente entregue e consumido.

    Como é frequentemente o caso, havia uma lei da época da Depressão no lugar projetado especificamente para evitar esse tipo de coisa. O mercado de commodities foi projetado em grande parte para ajudar os agricultores: Um produtor em causa cerca de futuras quedas de preços podiam entrar em um contrato para vender seu milho a um preço determinado para a entrega mais tarde, que o fez se preocupar menos com a construção de lojas de sua cultura. Quando ninguém estava comprando milho, o agricultor poderia vender a um intermediário conhecido como um “especulador tradicional”, que seria armazenar o grão e vendê-lo mais tarde, quando a demanda voltou. Dessa forma, alguém estava sempre lá para comprar do fazendeiro, mesmo quando o mercado teve temporariamente sem a necessidade de suas colheitas.

    Em 1936, no entanto, o Congresso reconheceu que nunca deve haver mais especuladores no mercado que os produtores e consumidores reais. Se isso acontecesse, os preços seriam afetados por algo diferente de oferta e demanda, e manipulações de preços se seguiria. Uma nova lei habilitada a Commodity Futures Trading Commission – o mesmo corpo que, mais tarde, tentar e falhar para regular swaps de crédito – para colocar limites sobre comércios especulativos em commodities. Como resultado da supervisão da CFTC, paz e harmonia reinou nos mercados de commodities há mais de 50 anos.

    Tudo isso mudou em 1991, quando, sem o conhecimento de quase todos no mundo, uma subsidiária de commodities negociação Goldman de propriedade chamado J. Aron escreveu ao CFTC e fez um argumento incomum. Os agricultores com grandes lojas de milho, Goldman argumentou, não foram os únicos que precisavam para cobrir o risco contra quedas de preços no futuro – negociantes de Wall Street que fizeram grandes apostas sobre os preços do petróleo também necessários para cobrir o risco, porque, bem, eles estavam a perder muito também.

    Este foi completa e porcaria total – a lei 1936, lembre-se, foi projetado especificamente para manter as distinções entre as pessoas que estavam comprando e vendendo coisas tangíveis e as pessoas que estavam negociando em papel sozinho. Mas a CFTC, surpreendentemente, comprou o argumento de Goldman. É emitido o banco um passe livre, chamado de isenção “Bona Fide Hedging”, permitindo que a subsidiária da Goldman chamar-se um hedger física e escapar praticamente todos os limites colocados especuladores. Nos anos que se seguiram, a comissão iria tranquilamente emitir 14 isenções semelhantes para outras empresas.

    Agora Goldman e outros bancos eram livres para conduzir mais investidores nos mercados de commodities, permitindo que os especuladores para colocar cada vez mais grandes apostas. Essa carta de 1991 da Goldman levou mais ou menos diretamente para a bolha do petróleo em 2008, quando o número de especuladores no mercado – impulsionado não pelo medo da queda do dólar ea crise da habitação – finalmente dominado os fornecedores físicos reais e consumidores. Até 2008, pelo menos três quartos da atividade nas bolsas de mercadorias era especulativa, de acordo com um funcionário do Congresso que estudou os números – e isso é provavelmente uma estimativa conservadora. Em meados do verão passado, apesar do aumento da oferta e uma queda na demanda, nós pagar US $ 4 por galão cada vez que puxado até a bomba.

    O que é ainda mais surpreendente é que a carta a Goldman, junto com a maioria dos outros isenções comerciais, foi entregue mais ou menos em segredo. “Eu era o chefe da divisão de trading e mercados, e Brooksley Nascimento foi o presidente da CFTC”, diz Greenberger, “e nenhum de nós sabia que essa carta era lá fora.” Na verdade, as cartas só veio à tona por acidente. No ano passado, um funcionário do Comitê de Energia e Comércio da Câmara passou a ser apenas em uma reunião, quando funcionários da CFTC feita uma referência de improviso às isenções.

    “Eu tinha sido convidado para uma reunião a comissão estava segurando sobre a energia”, disse o funcionário relata. “E, de repente, no meio dela, eles começam a dizer, ‘Sim, temos vindo a emitir essas cartas por anos agora.’ Eu levantei minha mão e disse: ‘Sério? Você emitiu uma carta? Posso vê-lo?’ E eles eram como, ‘Duh, duh. ” Então nós fomos para o outro, e, finalmente, eles disseram, ‘Nós temos que limpá-la com a Goldman Sachs. Eu sou como, “O que quer dizer, você tem que limpá-la com a Goldman Sachs? ‘”

    A CFTC citou uma regra que proibisse de liberar qualquer informação sobre a posição atual da empresa no mercado. Mas o pedido do funcionário foi de cerca de uma carta que tinha sido emitida 17 anos antes. Ele já não tinha nada a ver com a posição atual do Goldman. Além do mais, Seção 7 da lei 1.936 de commodities dá ao Congresso o direito de qualquer informação que quer da Comissão. Ainda assim, em um exemplo clássico de como captura de governo completo de Goldman é, a CFTC esperou até que ele obteve autorização do banco antes que ele virou a carta.

    Armado com a isenção do governo semi-secreta, Goldman tornou-se o designer-chefe de um commodities gigantes apostas salão. Seu Índice de Commodities Sachs Goldman – que monitora os preços dos 24 principais commodities, mas é esmagadoramente ponderados em direção petróleo – tornou-se o lugar onde os fundos de pensão e companhias de seguros e outros investidores institucionais poderia fazer apostas enormes a longo prazo sobre os preços das commodities. Que foi tudo muito bem, exceto por um par de coisas. Uma delas foi que índices especuladores são na sua maioria “long only” apostadores, que raramente ou nunca tomam posições curtas – o que significa que eles só apostar em preços a subir. Embora este tipo de comportamento é bom para um mercado de ações, é terrível para as commodities, porque continuamente obriga os preços para cima. “Se índice especuladores tomaram posições curtas, bem como os longos, você vê-los pressionando os preços para cima e para baixo”, diz Michael Masters, um gestor de fundos de hedge que ajudou a expor o papel dos bancos de investimento na manipulação dos preços do petróleo. “Mas eles só empurrar os preços em uma direção: para cima.”

    Para complicar as coisas ainda mais foi o fato de que a própria Goldman foi cheerleading com toda sua força para um aumento dos preços do petróleo. No início de 2008, Arjun Murti, um analista da Goldman, saudado como um “oráculo de petróleo” pelo The New York Times , previu um “super pico” dos preços do petróleo, prevendo um aumento para US $ 200 o barril. Na época Goldman foi investido fortemente em óleo através de sua subsidiária comércio de commodities, J. Aron; ele também possuía uma participação em uma grande refinaria de petróleo no Kansas, onde warehoused o crude que comprados e vendidos. Mesmo que o fornecimento de petróleo foi manter o ritmo da demanda, Murti avisados de rupturas do abastecimento mundial de petróleo, indo tão longe como para transmitir o fato de que ele possuía dois carros híbridos. Preços elevados, o banco insistiu, foram de alguma forma a culpa do consumidor americano piggish; em 2005, os analistas do Goldman insistiu que não saberia quando os preços do petróleo cairia até que sabia “, quando os consumidores americanos vão parar de comprar veículos utilitários esportivos beberrões de gasolina e, em vez procurar alternativas eficientes.”

    Mas não foi o consumo de óleo real que estava dirigindo acima dos preços – que foi o comércio de óleo de papel. No verão de 2008, na verdade, de commodities especuladores tinha comprado e estocado futuros de petróleo suficientes para preencher 1,1 bilhões de barris de petróleo, o que significava que os especuladores propriedade petróleo mais futuro no papel do que havia óleo real, física armazenados em todas comercial do país tanques de armazenamento e a Reserva estratégica de petróleo combinada. Foi uma repetição de ambos a mania da Internet e da bolha imobiliária, quando Wall Street levantado lucros atuais com a venda de ações otários de um futuro de fantasia ficcional de interminavelmente o aumento dos preços.

    No que foi até agora um padrão dolorosamente familiar, o melão de óleo-commodities bater o pavimento duro no verão de 2008, causando uma perda maciça de riqueza; os preços do petróleo despencou de US $ 147 para US $ 33. Mais uma vez os grandes perdedores eram pessoas comuns. Os pensionistas cujos fundos investidos nessa porcaria foi massacrado: CalPERS, Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos da Califórnia, tinha US $ 1,1 bilhões em mercadorias quando o acidente veio. E os danos não apenas de óleo. O aumento dos preços dos alimentos impulsionado pela bolha de commodities levaram a catástrofes em todo o planeta, forçando um número estimado de 100 milhões de pessoas à fome e provocando distúrbios alimentares em todo o Terceiro Mundo.

    Agora os preços do petróleo estão subindo de novo: Eles dispararam 20 por cento no mês de maio e quase dobraram até agora neste ano. Mais uma vez, o problema não é a oferta ou a demanda. “A maior oferta de petróleo nos últimos 20 anos é agora”, diz Rep. Bart Stupak, democrata de Michigan, que atua no comitê de energia House. “A demanda está em uma baixa de 10 anos. E ainda os preços estão em alta.”

    Perguntado porque os políticos continuam a insistir em coisas como perfuração ou carros híbridos, quando a oferta ea procura não tem nada a ver com os preços elevados, Stupak balança a cabeça. “Eu acho que eles só não entendo muito bem o problema”, diz ele. “Você não pode explicá-lo em 30 segundos, então os políticos ignorá-lo.”] Fonte (tradução do google)
    https://translate.google.fi/translate?sl=auto&tl=pt&js=y&prev=_t&hl=en&ie=UTF-8&u=http%3A%2F%2Fwww.rollingstone.com%2Fpolitics%2Fnews%2Fthe-great-american-bubble-machine-20100405&edit-text=

    Comentar por kiitossakidila | 10 de Fevereiro de 2017


Sorry, the comment form is closed at this time.

%d bloggers like this: